Autor: curiosidadesbiblicasblog

Quem foi o Apóstolo Paulo?

Missionário e Defensor do Evangelho

O Apóstolo Paulo foi um grande missionário e defensor do Evangelho de Jesus Cristo.
Há quem diga que ele foi o segundo maior missionário que a igreja conheceu, ficando atrás apenas do Senhor Jesus.
Em sua dedicação ao pregar o Evangelho, Paulo deixou que Deus transformasse a sua vida em um instrumento para engrandecer a obra do Senhor, dedicando-se à instrução dos primeiros santos e à proclamação dos caminhos da verdade.

Cartas Paulinas

Dos 27 livros que compõem o Novo Testamento, vinte deles são cartas, também chamadas de epístolas, sendo que treze foram escritas por Paulo, sem contar a Carta aos Hebreus, que possivelmente também é de sua autoria.
Isso significa que praticamente metade dos livros do Novo Testamento foram escritos pelo Apóstolo Paulo e, se considerarmos a Carta aos Hebreus como de sua autoria, as Epístolas Paulinas passariam a compor mais da metade dos referidos livros.
Essas cartas foram escritas pelo apóstolo Paulo e endereçadas às igrejas cristãs daquele tempo, geralmente para animá-las, instruí-las e corrigi-las, tratando de temas e assuntos presentes na vida dos irmãos pertencentes àquelas congregações, às quais Paulo estava associado.

Compreendendo melhor os escritos de Paulo

Para compreender melhor as Epístolas do Apóstolo Paulo, é importante conhecer mais sobre o homem que as escreveu e também sobre as peculiaridades existentes quando elas foram escritas.
Basta estudar com atenção as próprias Cartas Paulinas para descobrir informações consideráveis a esse respeito e, para quem deseja se aprofundar ainda mais, é aconselhável também complementar essas informações com os relatos de Lucas, que constam do Livro de Atos.

A história pessoal de Paulo

Paulo era da cidade de Tarso, pertencente à tribo hebraica de Benjamim e seu nome original era Saulo.
Saulo foi criado em uma casa judaica, onde aprendeu as Escrituras do Antigo Testamento, bem como as crenças e práticas do farisaísmo.
Mais tarde, foi morar em Jerusalém, onde foi aluno de Gamaliel, um dos principais rabinos da época.
Um dos pontos cruciais da vida de Paulo veio após o seu retorno a Jerusalém, período em que começou a se preparar para se tornar um rabino.
Como fariseu leal e aplicado, dedicou-se especialmente à análise detalhada das normas estabelecidas pela Lei Mosaica, bem como aos ensinamentos e doutrinas dos principais rabinos da fé judaica.
Conforme um dos ensinamentos elementares do judaísmo, Saulo acreditava que a salvação somente poderia ser conquistada pela obediência total das leis que Deus havia dado ao seu povo.
Enquanto Saulo prosseguia nos estudos, descobriu que a mera compreensão sobre o que deve ser feito não traz o desejo de fazê-lo.
Tal conflito entre dever e desejo criou uma condição insustentável para Saulo, fazendo-o desistir de se tornar um rabino.
Decidiu, então, para substituir seus planos originais, perseguir o novo movimento religioso chamado cristianismo, o qual Saulo considerava perigoso e herético.
Saulo iniciou uma perseguição extrema aos membros do cristianismo, enviando os cristãos para a prisão e os ameaçando de morte.
Em um dos seus planos para prender e matar os cristãos, Saulo resolveu viajar para Damasco e, durante essa viagem, teve um encontro pessoal com o Senhor Jesus, transformando-o em Paulo, que agora estava pronto para se entregar à mesma causa dos cristãos, ainda que isso lhe custasse a própria vida, como de fato custou.

O missionário Paulo

A decisão de Paulo de se juntar aos cristãos não o tornou um missionário de uma hora para a outra, pois foram necessários aproximadamente catorze anos antes que o seu trabalho como líder do movimento recebesse reconhecimento geral.
Durante esses anos, o Apóstolo Paulo dispôs de todo o tempo para repensar suas crenças religiosas, estruturar sua concepção sobre a vida de Jesus na Terra e planejar como poderia proclamar o cristianismo pelo mundo todo.
Então, convidado por Barnabé, Paulo foi à igreja em Antioquia e cooperou com o trabalho que estava sendo feito lá.
Depois de servir essa igreja por um tempo, Paulo iniciou uma série de viagens missionárias para proclamar a salvação por meio de Jesus Cristo.
Mesmo assim, em meio a tantas atividades missionárias, o Apóstolo Paulo escreveu todas essas cartas que são preservadas até hoje no Novo Testamento.
Sem dúvida, a história do Apóstolo Paulo é surpreendente e desafiadora, mostrando como Jesus pode transformar a vida de qualquer pessoa para que a glória de Deus seja revelada.
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Os Evangelhos

evangelhoEvangelho é uma palavra de origem grega que possui o significado de “boa notícia” ou “boa nova”, referindo-se à salvação e perdão dos pecados por meio da fé no Messias.

O termo também é usado para se referir à Doutrina de Jesus Cristo e aos quatro livros do Novo Testamento que relatam a vida e a obra de Jesus.

Esses livros são Mateus, Marcos, Lucas e João.

Mateus

O primeiro dos Evangelhos foi escrito para os judeus, apresentando Jesus como o Rei, o Messias prometido por Deus.

Nesse Evangelho encontramos a genealogia de Jesus e relatos sobre o seu ministério, como o Sermão do Monte, as parábolas, o seu relacionamento com os discípulos, a sua morte e a sua ressurreição.

É no Evangelho de Mateus que se encontra o que chamamos de “A Grande Comissão”:

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” (Mt 28.18-20, ARA)

Marcos

Marcos mostra Jesus como o Servo e é um Evangelho direcionado aos gentios (não-judeus), tendo em vista que ele não se refere ao Antigo Testamento (exceto em Mc 1.1-2 e nas citações de Jesus), omite a genealogia, não fala sobre o nascimento de Jesus e explica termos judaicos (o que não faria sentido se estivesse escrevendo para judeus).

Lucas

O maior e mais detalhado dos quatro evangelhos, Lucas mostra Jesus como o Filho do Homem e também foi escrito para os gentios, pois explica os costumes e localidades judaicas, substitui termos hebraicos por palavras gregas e cita passagens do Antigo Testamento que incluíam os não-judeus nas promessas de Deus.

João

O Discípulo que Jesus amava o apresenta como o próprio Deus e explica a finalidade do seu Evangelho em Jo 20.30-31:

“Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (Jo 20.30-31, ARA)

Você Conhece Bem A Bíblia?

conhecendo-as-escriturasVocê já enfrentou perguntas bíblicas difíceis e que nos fazem refletir o quanto conhecemos das Escrituras Sagradas?

Pois bem, na verdade, seria razoável afirmar que ninguém, exceto Deus que está infinitamente acima da condição humana, conhece todas as respostas sobre a Bíblia, mas isso não é uma desculpa para não conhecê-la bem.

Pelo contrário, isso deve nos motivar a ler e aprender cada vez mais sobre ela, pois sempre haverá algo novo a descobrir.

Veja a seguir alguns dados interessantes sobre os livros da Bíblia e medite sobre como anda o seu conhecimento bíblico.

Divisão bíblica

A Bíblia contém 66 livros que estão divididos em duas grandes partes: Antigo Testamento, com 39 livros, e Novo Testamento, com 27 livros.

O Antigo Testamento conta a história da criação do mundo e da Aliança com o povo hebreu.

O Novo Testamento apresenta a vida e obra de Jesus Cristo – o Messias, o início da Igreja e uma visão profética do céu, da batalha entre o bem e o mal e da vitória final de Deus.

Livros do Antigo Testamento

O Antigo Testamento também possui divisões, de acordo com a classificação dos seus livros.

Basicamente, podemos dividi-lo em:

1. Livros da Lei (Pentateuco)

Também chamados de “Os Livros de Moisés”, são os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, os quais registram as histórias da criação do mundo, do dilúvio, dos patriarcas da nação de Israel, da escravidão no Egito, do êxodo e da peregrinação pelo deserto.

2. Livros Históricos

Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester são os livros que contam a história de Israel, começando com a conquista da terra prometida e passando pelo período dos juízes, pelos reinados, pela queda de Israel diante da Assíria, pelo retorno do exílio na Babilônia, pela reconstrução do Templo e das muralhas.

3. Livros Poéticos e de Sabedoria

Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos (também conhecido como Cantares de Salomão) são livros de poesia no estilo judaico, tendo inúmeros ensinamentos.

4. Profetas Maiores

Os profetas eram homens escolhidos por Deus para anunciar a Sua mensagem, alertando e advertindo quando o povo se desviava e dando esperança quando passava por momentos difíceis.

Os profetas maiores são assim denominados por causa da extensão dos livros, sendo eles: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.

5. Profetas Menores

Antigamente, os rolos que continham os textos eram feitos de pele de animais e os escritos menores eram agrupados para formar um só rolo, sendo os profetas “menores” reunidos pelo seu tamanho ou pela data dos seus escritos, não tendo a expressão “menores” nenhuma relação com a sua importância, que é a mesma dos profetas “maiores”.

São classificados como profetas menores os doze livros seguintes: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

novo-testamentoLivros do Novo Testamento

Por sua vez, o Novo Testamento segue a seguinte divisão:

1. Evangelhos

Ao todo, temos quatro Evangelhos, sendo eles: Mateus, Marcos, Lucas e João.

Há quem ainda os divida em Evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), que relatam a história da vida de Jesus de forma cronológica, e o Quarto Evangelho (João), que seria apenas separado dos outros três por não fazer um relato cronológico.

2. História da Igreja

O livro de Atos (também chamado de “Atos dos Apóstolos”) conta a formação e a história da Igreja primitiva.

3. Cartas de Paulo

O conjunto de cartas escritas por Paulo compõe essa divisão do Novo Testamento, ou seja: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom.

4. Hebreus

Tendo em vista a dúvida sobre a autoria desta carta, Hebreus foi inserida entre as Cartas de Paulo, o provável autor dela, e as Cartas Gerais, pois poderia fazer parte de qualquer uma dessas divisões.

5. Cartas Gerais

Essa seção reúne as cartas escritas por autores diversos de Paulo, sendo elas: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas.

6. Apocalipse (Revelação de Deus a João)

Apocalipse garante que os planos de Deus são e continuarão sendo executados, conforme os Seus propósitos, até o final de toda a história, quando finalmente o mal será destruído e o povo de Deus será reunido na Cidade Santa na eterna presença do Cordeiro.

Desafio

Para finalizar, gostaria de deixar o desafio de memorizar a sequência de livros da Bíblia e, para ajudar você, compartilho o seguinte vídeo sobre como memorizar os seus vinte primeiros livros:

O que é a Bíblia?

A Bíblia, termo utilizado para referir-se às Escrituras Sagradas, é uma coleção composta por 66 livros, escritos por 40 pessoas que viveram em diferentes épocas.

Divisão da Bíblia

Atualmente, ela é dividida em duas partes: Antigo e Novo Testamento.

O Antigo Testamento é composto por 39 livros que foram escritos antes do nascimento de Jesus Cristo.

Já o Novo Testamento é composto por 27 livros, todos escritos após o nascimento de Jesus.

Origem e significado da palavra

Papiro
Papiro

Você não encontrará nas Escrituras Sagradas a palavra Bíblia, pois esse termo tem origem no vocábulo grego “biblos”, utilizado para designar o papiro (planta típica das margens do rio Nilo e empregada pelos antigos egípcios, gregos e romanos para escrever).

Biblos é o nome grego do porto fenício de Byblos, hoje conhecido também pela palavra árabe Jubayl (Jbeil District – distrito costeiro do Mar Mediterrâneo, no atual Líbano).

Segundo relatos, era através desse porto que o papiro era exportado para a Grécia, motivo pelo qual tanto a planta quanto os rolos (ou livros a partir dela fabricados) receberam o seu nome.

O plural de “biblos” em grego era “ta biblía”, que significava literalmente “os livros”.

Assim, o termo Bíblia acabou entrando para o latim eclesiástico, significando o conjunto de livros sagrados que compõem a Bíblia, livro sagrado da fé cristã.